Universitários criam os próprios equipamentos de laboratório no AP

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Equipamentos foram feitos por alunos da Universidade Estadual do Amapá. Estudantes utilizaram materiais recicláveis e alternativos.

Estudantes do curso de engenharia química da Universidade Estadual do Amapá (Ueap) construíram seus próprios equipamentos de uso industrial para laboratórios, utilizando materiais recicláveis e alternativos. No total 5 ferramentas já foram construídas por alunos de duas turmas. O professor do curso de engenharia química Felipe Fernando Tavares disse que a ideia foi motivar os alunos a colocar em prática o conhecimento das técnicas de fabricação dos equipamentos aprendido em sala de aula no decorrer do 4º e 5º semestres do curso.

Felipe Fernando Tavares, professor do curso de engenharia química  (Foto: Gabriel Dias/G1) Felipe Fernando Tavares, professor do curso de engenharia química (Foto: Gabriel Dias/G1)

“Eles estão pondo em prática aquilo que aprenderam na teoria, além de contribuir com alunos de outros cursos da universidade, que podem utilizar os equipamentos nas aulas e até mesmo em experimentos”, frisou o professor. Tavares explicou que para a construção dos objetos laboratoriais foram utilizados materiais alternativos e reciclados, como garrafas de plástico, madeira, alumínio, canos e fita adesiva. “Isso diminui o custo dos equipamentos, que, no mercado, encontramos por preços bastante altos”, ressaltou. João Antônio Pessoa, de 20 anos, estudante do 9º semestre do curso de engenharia química, disse que os alunos levam em média 6 meses para concluir um equipamento, desde a elaboração do projeto, passando pelos cálculos, execução até a conclusão dos testes.

João Antônio Pessoa utilizando um dos aparelhos (Foto: Gabriel Dias/G1) João Antônio Pessoa utilizando um dos aparelhos (Foto: Gabriel Dias/G1)

“Realizamos os mesmos processos que aprendemos em sala de aula para garantir que o produto final realize corretamente a sua função”, reforçou o estudante. Robson Oliveira Góes, de 22 anos, está no 7º semestre do curso. Ele disse que os estudantes darão continuidade às atividades e já pensam em construir os equipamentos para serem utilizados por alunos de escolas públicas do estado. “Podemos oferecer equipamentos com qualidade compatível aos existentes no mercado, que podem contribuir para o aprendizado de estudantes da rede pública”, reforçou.

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